Aprendizagem

A aprendizagem é um processo inconsciente de transformação na convivência; inclusive a aprendizagem que chamamos consciente, porque quando dizemos que podemos descrever o que aprendemos, é inconsciente.

O que podemos descrever não são as dimensões de nossa transformação na convivência, e sim, apenas o operar consciente que resulta dessa transformação.

O que aprendemos são tramas ou matrizes relacionais inconscientes que configuram os mundos que vivemos, e nos movemos nelas também de maneira inconsciente, com a espontaneidade de um viver que surge fluido enquanto não nos detivermos para refletir e assim mudar o espaço.

Se desejarmos refletir sobre os fundamentos do humano e suas conseqüências para o viver e conviver nas organizações produtivas, o que vem a ser mais adequado é gerar um conviver em que as conversações transcorram a partir da legitimidade de nossas próprias experiências e das perguntas que elas nos mostram.

Esse conviver, que só é possível na biologia do amar, permite-nos ver a trama emocional que o torna possível, ao refletir sobre como é que fazemos o que fazemos em nosso viver e conviver nas organizações.

Assim, nossas conversações podem incluir leituras, apresentações audiovisuais ou vídeos que provoquem nos que participam, uma prática reflexiva sobre a trama emocional de nosso modo de viver e conviver nas organizações.