Hackers
De WikiPapagallis
[editar] Definição
De acordo com Pekka Himanen, hacker é "uma pessoa que programa entusiasticamente e que acredita que compartilhar informação é um poderoso bem concreto e que seja um dever moral compartilhar a sua perícia escrevendo software livre e facilitando o acesso a informação e a recursos computacionais onde for possível", é alguém que "acha programar intrinsecamente interessante, empolgante e divertido". Em entrevista publicada no site Janela Web, ele diz que "quando usamos o termo de 'hacker', estamos a empregá-lo no sentido original, em que era referido no início dos anos 60 - ou seja, uma pessoa para quem programar é uma paixão. O termo nasceu com esse punhado de heróis do MIT que no princípio dos anos 60 se cognominaram de 'hackers'. Para os verdadeiros 'hackers' a designação é um título honorífico e nobre".
[editar] Origem
Texto extraído de palestra proferida por Pablo Longhi Lorenzzoni (spectra@debian.org)
Os hackers de hoje são os herdeiros de três principais vertentes dos hackers. Muitos hackers de hoje guardam características de uma ou outra dessas vertentes mais predominantemente, mas a grande maioria representa a mistura que ocorreu ao longo da história da computação.
As três vertentes são os hobistas, os acadêmicos, e os networkers.
- Os hobistas se originaram com os rádio amadores, ainda na década de 20. Nessa época e nos anos posteriores, muitos equipamentos eletrônicos eram vendidos em kits, o que despertou o desejo de conhecimento de eletrônica. Uma empresa estadounidense teve um papel importante na tradição de vender kits eletrônicos, que é mantida até hoje: a Radio Shack.
- Os acadêmicos surgiram no MIT (Massachussetts Institute of Technology) por volta de 1960 e eram, na sua maioria, estudantes de física e matemática que estavam interessados nas novas máquinas de calcular e passavam as noites (único horário em que as máquinas estariam disponíveis para estudantes) descobrindo cada canto e cada curva da intrincada arquitetura dos computadores primitivos. Outras universidades como a Carnegie Mellon (CMU) e a Stanford (SU) entraram mais tarde na computação e acabaram fundando suas próprias culturas que permaneceram separadas por muitos anos, até serem fundidas mais tarde.
- Os networkers primeiramente se dedicavam ao phreack. O phreack é o nome da prática de burlar sistemas de segurança das redes telefônicas para utilizar-se delas sem pagar. Alguns hackers famosos dessa cultura foram o Cap'n Crunch, que descobriu que o tom de um apito que vinha em uma caixa de cereal com o mesmo nome permitia o acesso a rede internacional de telefonia sem pagar; e Joe Engressia, que era cego e podia assobiar os tons de controle na frequência correta.
[editar] Referências
Hackers: A ética por trás do folclore O que a ética "hacker" tem a ver com a inclusão digital da sociedade? Palestra: Culturas Hacker
