Comunidades de prática
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[editar] Definição
Uma das mais instigantes definições de Comunidades de Prática está no livro de Terra e Gordon - "Portais Corporativos - A Revolução na Gestão do Conhecimento" (Negócio Editora, 2002). Segundo eles, "Comunidades de Prática (CdP) consistem em pessoas que estão ligadas informalmente, assim como contextualmente, por um interesse comum no aprendizado e na aplicação da prática.
As CdPs vão além dos limites tradicionais dos grupos ou das equipes de trabalho. Essas redes de trabalho podem se estender bem além dos limites de uma organização. Membros de CdPs podem fazer parte de um mesmo departamento , serem de diferentes áreas de uma companhia , ou até mesmo de diferentes companhias e instituições. Eles podem criar "clubes" semi-abertos, em que a participação se baseia em relações de forte confiança e na contribuição que cada um traz para a comunidade ou rede.
Uma distinção importante entre CdPs e forças-tarefa/equipes é que a participação em CdPs normalmente é voluntária. Isso significa que embora a participação seja aberta em muitos casos, ela só é verdadeira se as pessoas atingem um certo nível de participação ( mesmo "ouvir" ativa e atentamente).
[editar] Protagonistas
Os papéis exercidos pelos participantes variam de comunidade para comunidade dependendo do grau de interesse e conhecimento a respeito do domínio. Wenger define os níveis de participação em fases de pertencimento e enfatiza que há fronteiras flexíveis entre essas etapas (Wenger, 1998):
- Grupo nuclear: engajamento muito grande para "motivar" os participantes;
- Adesão completa: reconhecimento das pessoas enquanto praticantes;
- Participação periférica: estão neste grupo os novatos e pessoas que iniciam no aprendizado;
- Participação transacional: participantes que, poucas vezes, interagem, no entanto tem interesses no domínio e nas pessoas;
- Acesso passivo: beneficiários da produção da comunidade, tais como: publicações, "websites" ou arquivos.
